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sábado, 20 de novembro de 2010

A minha identidade?

Quase todos buscam uma identidade, mas qual o motivo? Será que esta é tão necessária assim. Dar conceitos sobre identidades não é tão simples assim. Cabe ao humanista transportar uma compreensão para o mundo sobre o quão dificil e complexo é esta tarefa. Primeiro vem o motivo de tentar compreender este viés, segundo a busca por uma noção desta dimensão, terceiro o seu campo observatorial, assim podemos tentar iniciar os ramos condutores a esta compreensão. Mas será que não falta nada? Bem, de acordo com os meus estudos é preciso uma aceitação no que se refere as heterogeneidades supostamente continuas ou descotinuas.

Até mesmo aquilo que está estável pode desenvolver um sentido movimentacional. Dependendo do seu ponto de vista. Então é possivel viabilizar a idéia de que a história não se estagna a uma suposta verdade. As multiplas idéias sempre correrão um risco sobre a sua existência e manutenção. Assim podemos nos enxergar como um bando de indivíduos mascarados e perpetuantes nas transformações e metamorfoses. Somos atores que trocam constantemente as suas máscaras e os seus ditos. Horas assumimos o papel de filhos(as), namorados(as), amigos(as), amantes, revolucionários(as), ociosos(as), maridos e esposas, ateus e crentes, cultos ou barbaros, enfim, a todos os momentos estamos nos veinculando a papeis que nos forçam a assumir um carater multifacetado e por isso um tanto complexo e divergente as nossas próprias dimensões daquilo que conhecemos sobre nós mesmos.

A identidade nada mais é do que uma verdade subterraneada, jogada aos porões de um receio humano a uma chance de este ser não conhecer a sí próprio. Mas qual é peso de um ser humano que não se conhece? Supostamente um peso inemedivel, um peso tão grande que o deixaria mais próximo possível de uma utopia, a liberdade. Esta é uma "ficção real"(paradoxo?) que transporta o ser humano a uma viajem torturosa de sí mesmo. Não há liberdades, nunca houve e dificilmente haverá. O que há então? Sonhos, e estes parecem medicamentos que aliviam certas dores sociais, por isso não custa nada sonhar. Sempre estaremos preso a algo e assim podemos nos inserir em uma sociedade qualquer. Afirmo isto com uma certa segurança, pois só podemos nos tornar livres se conseguirmos no inserir nas instituições sociais e aí vai uma bomba. Você no seu dito teor de uma razão positivista diria que a família seria a primeira das instituições. Mas há quem discorde, primeiro qual é a identidade da familia neste seculo XXI? Existe hoje um gama de imagens ou representações sobre esta instituição que, assim como é criada pelo ser humano vem a passar por algumas desconstruções e daí passam a ter outras formas e estruturas. Segundo, que a todo instante surgem novas formas de comunicaçõe. Terceiro, que sem a comunicação, supostamente, nada existiria para conduzir a humanidade para sí mesma.

Identidade, termo de conceito carente no que nos referimos a sua verdade consolidada. Aí vai mais um outro ponto. Sem a linguagem não há um inserimento social, o que há então é mais uma forma de prisão, diria uma cela social para aqueles que se comunicam com os seus fulgurosos lábios. A verdade é que a identidade nada mais é do que uma verdade camuflada e que expõe os humanos em uma prisão, dentre tantas outras que já existem. Como pode o ser humano ser tão precipitado a querer prender a sí mesmo em seu próprio ser? Pois a noção de identidade é muito rígida. Mas o certo seria que não buscassemos uma identidade e sim buscassemos as mais diversas identidades possíveis. Não afirmamos isto para defender uma mudança constante e comum, mas sim para compreendermos que jamais seremos os mesmos. Por meio destas noções poderiamos compreender a importância da memória. Passariamos a conviver com as diferenças e esta é a maior objetividade da deusa História. Pois nos eliseos campos de Clio há uma carência de compreensão de sí mesmo e esta carência é quem leva o ser humano a uma pleiade celestial e marcada por distintos e diversos conceitos sobre o que é ser humano.

O ser humano nada mais é do que um complexo universo particular que como este em que habitamos, sofre continuas transformações. Daí não podemos deixar de admirar os corpos transbundes largados a uma noção de identidade ou personalidade. A fidelidade a isto pode inserir um corpo andante aos meandros de um exemplo a seguir, porém deixa o ser humano mais próximo dos reconcavos mais intimos da frustração e do receio em não ser o que ele poderia ser. Pois as normas estão para serem cumpridas ou vencidas. Tais normas são como as catracas dos estádio, dos onibus, dos cinemas e enfim nos comparamos, nos tratamos e nos comportamos como gados conduzidos a um espaço qualquer. Um espaço que não poderia ser ocupado se não fosse com o apoio dos instrumentos mantedores da ordem. Assim qual é a idéia para a identidade?

Somos seres que se controlam para não se igualar aos animais irracionais, mas percebemos que com as identidades nos estamos é nos aproximando deste reino. Assim a idéia de pertencimento a uma identidade ou conceito nada mais é do que uma catraca para uma bando de animais que precisam se sujeitar a um determinado sistema coercitivo. Como não disconfiar então dos conceitos dados e amostrados pelo mundo? A desconfiança é uma vantagem para quem está próximo dos que defendem a identidade nacional, ou religiosa, ou institucional e etc e tal. Este platonismo de identidades nada mais é do que uma imposição quase que natural de uma sociedade pragmática e perversa que idolatra a vaidade, o preconceito, uma fantasia no mundo real de que todos devem ter uma identidade, ou seja, todos devem ter uma prisão em sí mesmo. Assim o ser humano se idolatra e se engana quando acha que não possui várias máscaras que está carregada de fraturas, cesuras, rupturas e falsas colagens.

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