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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Somos homens-narrativas.

Eu falo, mas nem sempre com as palavras pois podemos falar somente com os olhos, com os gestos, com os sentidos e até com as vontades. Somos seres que expressam. Somos seres lidos e leitosos. Somos um quê de cada letra, letra que quer gritar por algo, quer contar alguma coisa, nem que seja para si mesmo. Creio que o silêncio purifica o homem e mais, através do silêncio é possível chegar o mais pertinho possível de um juri particular e assim se afastar do severo juri popular. Basta existir para ser lido, não precisa falar muita coisa. O mundo por si só estimulou os terráqueos às leituras de seus semelhantes. Mas esta leitura pode ser viável para compreender os nossos limites e condições, porém precisa ser cautelosa e sutil, afinal estamos lendo outros sentimentos que não nos pertencem e aí, muita cautela.